Ricardo Grande
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O Charme Irresistível de Búzios: O Destino Onde o Passado e o Sofisticado se Encontram

 De Cais de Baleias a Refúgio de Estrelas: A História

Antes de se tornar o “Saint-Tropez brasileiro”, a península era habitada por índios tupinambás. No século XVII, o local serviu de porto para piratas franceses e ingleses. O nome “Armação” vem justamente da estrutura montada para a caça e o processamento de baleias durante o período colonial. A grande virada na história da cidade aconteceu em 1964, quando a icônica atriz francesa Brigitte Bardot visitou o vilarejo para fugir do assédio da imprensa. Encantada pela simplicidade e beleza do lugar, a diva colocou Búzios definitivamente no mapa do turismo internacional. Hoje, sua presença é eternizada em uma estátua de bronze que adorna a orla que leva seu nome

 

 Como Chegar Partindo do Rio de Janeiro

Búzios fica a cerca de 170 km da capital fluminense. O trajeto pode ser feito facilmente de carro ou de ônibus:

De Carro: O acesso principal é feito saindo do Rio pela Ponte Rio-Niterói, seguindo pela BR-101 e depois pegando a Via Lagos (RJ-124). O trajeto dura entre 2h30 e 3 horas, dependendo do trânsito.

De Ônibus: A empresa Auto Viação 1001 opera saídas diárias e frequentes partindo da Rodoviária do Rio (Novo Rio) diretamente para o Terminal Rodoviário de Búzios.

 O Que Fazer

Búzios agrada a todos os perfis. A geografia da península permite que você escolha entre praias de mar aberto e agitado ou enseadas calmas que parecem piscinas naturais.

João Fernandes e João Fernandinho: Águas calmas, transparentes e excelente infraestrutura de quiosques. Perfeita para a prática de snorkeling.

Geribá: O reduto dos surfistas e dos jovens. Uma longa faixa de areia com mar agitado e muita badalação.

Ferradura: Uma enseada fechada em formato de ferradura, ideal para famílias com crianças pequenas devido ao mar quase sem ondas.

Azeda e Azedinha: Acessíveis por uma caminhada leve a partir da Praia dos Ossos ou por barcos-táxi, são áreas de proteção ambiental com águas incrivelmente límpidas.

Além da Areia

Rua das Pedras: O coração pulsante da cidade após o pôr do sol. Reúne grifes famosas, galerias de arte, bares com música ao vivo e restaurantes requintados.

Orla Bardot: Continuação da Rua das Pedras, ideal para uma caminhada no fim de tarde para observar os barcos de pesca coloridos atracados na água.

Passeios de Escuna ou Traineira: Ótima opção para ter uma visão panorâmica da península e acessar praias de forma diferenciada.

Quando Ir:

Búzios é um destino para o ano inteiro, pois a região possui um microclima que registra menos chuvas do que a capital do estado.

Alta Temporada (Dezembro a Março e Feriados): A cidade ferve, o comércio fica aberto até mais tarde e a vida noturna é intensa. É preciso paciência com o trânsito e reservar tudo com antecedência.

Baixa Temporada (Abril a Novembro): A melhor época para quem busca sossego e preços mais amigáveis. Os meses de outono e primavera oferecem dias ensolarados, temperaturas agradáveis e praias vazias.

 Onde Ficar:

A rede hoteleira de Búzios é famosa por suas pousadas de charme estilizadas. A escolha do local depende do seu objetivo de viagem:

Região Perfil do Viajante Vantagens
Centro / Humaitá Casais e quem busca vida noturna Permite fazer tudo a pé à noite (Rua das Pedras).
Praia de Geribá Famílias, surfistas e jovens Proximidade da praia mais badalada e grandes pousadas estruturadas.
Ferradura / João Fernandes Famílias e quem busca descanso Hotéis de alto padrão e resorts com belas vistas para o mar.

 Onde Comer:

A gastronomia em Búzios é levada a sério, misturando a culinária caiçara tradicional com toques internacionais (especialmente franceses e argentinos).

Porto da Barra (Manguinhos): Um complexo gastronômico à beira-mar, perfeito para assistir ao pôr do sol enquanto saboreia frutos do mar frescos.

Rua das Pedras e Orla Bardot: Concentram restaurantes renomados que servem desde massas artesanais a criações contemporâneas contemporâneas, além de creperias tradicionais que fazem sucesso há décadas.

 Informações Úteis ao Turista

Para planejar sua viagem, tirar dúvidas sobre eventos na cidade ou obter mapas locais, o município disponibiliza canais oficiais de atendimento:

Secretaria Municipal de Turismo de Búzios

Telefone / Informações Turísticas: (22) 2633-6200

Centro de Informações Turísticas (Portal de Entrada): Localizado logo na chegada da cidade, excelente ponto de parada para retirar fôlderes e tirar dúvidas físicas com guias locais.

O Despertar do Turismo Verde no Coração da Amazônia Paraense

Quando pensamos no sudeste do Pará, a primeira imagem que costuma vir à mente é a da força industrial e da mineração. No entanto, existe um gigante verde e exuberante que poucos turistas fora do circuito tradicional conhecem. Parauapebas, carinhosamente chamada de a “Capital do Minério”, está se consolidando como um dos destinos mais surpreendentes para o ecoturismo e o turismo de aventura no Brasil. Misturando uma floresta amazônica preservada, cavernas únicas no mundo e uma infraestrutura urbana de dar inveja a muitas cidades de grande porte, o município convida o viajante a se desconectar do caos e mergulhar em uma Amazônia fascinante.

Uma História Esculpida na Floresta e na Riqueza do Solo

A história de Parauapebas é jovem, intensa e intimamente ligada à descoberta das maiores jazidas de minério de ferro de alto teor do planeta, na década de 1960. O vilarejo que começou a ganhar forma no início dos anos 1980 para abrigar os trabalhadores do projeto mineral da antiga Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) cresceu em ritmo acelerado. Em 10 de maio de 1988, Parauapebas conquistou sua emancipação política, desmembrando-se de Marabá. O que era para ser apenas uma vila de apoio transformou-se em uma cidade vibrante, multicultural, que acolheu migrantes de todos os cantos do Brasil — uma mistura de sotaques que hoje reflete na hospitalidade, na cultura e na rica gastronomia local.

O Que Fazer: Atrações Imperdíveis

Parauapebas oferece um cardápio recheado para os amantes da natureza e da vida selvagem. O grande diferencial é que a maior parte das atrações fica dentro da Flona Carajás (Floresta Nacional de Carajás), uma Unidade de Conservação extremamente protegida.

Parque Zoobotânico de Carajás: Um dos melhores e mais bem estruturados zoológicos do país. Em vez de jaulas tradicionais, os animais da fauna amazônica vivem em grandes recintos inseridos na própria floresta nativa. É a chance de ver de perto a imponente onça-pintada, a raríssima harpia (gavião-real) e o gavião-de-penacho.

Complexo de Cavernas e Savana Metalófila: Parauapebas abriga uma das maiores concentrações de cavernas em rochas ferríferas do mundo. São centenas de cavidades catalogadas. Além disso, a paisagem da “savana metalófila” — uma vegetação baixa que cresce diretamente sobre o solo de ferro — contrasta de forma espetacular com a floresta densa ao redor.

Complexo Turístico de Parauapebas: Já na área urbana, o complexo conta com lagos, pistas de caminhada, parquinhos e áreas verdes perfeitas para assistir ao pôr do sol e curtir o clima da cidade ao fim da tarde.

Birdwatching (Observação de Aves): A região tornou-se um hotspot internacional para observadores de pássaros devido à presença de espécies endêmicas e raras que só voam por aquelas bandas da Amazônia.

Quando Ir?

Para aproveitar as trilhas, lagoas e cavernas sem contratempos, o período ideal para visitar Parauapebas vai de maio a outubro. Essa é a época do “verão amazônico”, quando as chuvas diminuem drasticamente, o céu fica limpo e o acesso às estradas de terra da floresta fica seguro e firme.

Como Chegar (Partindo de Belém)?

Existem três formas principais de cobrir os cerca de 700 km que separam a capital paraense de Parauapebas:

De Avião (Mais Rápido): A forma mais prática. Há voos diários e diretos partindo do Aeroporto Internacional de Belém (BEL) com destino ao Aeroporto de Carajás (CKS), operados principalmente pela Azul. O voo dura pouco mais de 1h30.

De Ônibus (Mais Econômico): Empresas como a Boa Esperança, Jamjoy e Rota do Ouro operam o trecho diariamente saindo do Terminal Rodoviário de Belém. A viagem dura cerca de 13 a 14 horas pelas rodovias estaduais (como a PA-150).

De Carro: O trajeto leva em torno de 10 horas. O motorista costuma seguir pela BR-316 e depois acessar a PA-150. Exige atenção redobrada devido ao fluxo intenso de caminhões em alguns trechos.

Onde Ficar

Hotéis de Rede e Executivos: Opções como o Ibis Parauapebas e o Rede Andrade Docas oferecem excelente padrão, Wi-Fi rápido e ótima localização para quem quer se deslocar pela cidade.

Hotéis Locais Premium: O Carajás Hotel e o Vale dos Carajás são tradicionais, oferecendo excelente custo-benefício, piscinas e café da manhã farto com frutas regionais.

Onde Comer

A culinária local mistura as tradições paraenses (como o tacacá, o pato no tucupi e o açaí legítimo com peixe frito) com o churrasco e cortes de carne excepcionais, herança dos migrantes do sul e centro-oeste.

Churrascarias: Parauapebas tem fama de servir carnes excelentes. Casas como a Churrascaria Pampas são paradas obrigatórias.

Peixes Regionais: Não deixe de experimentar o filhote (peixe nobre de água doce) ou o tucunaré em restaurantes locais como o Restaurante Cozinha de Origem ou nas redondezas do bairro Cidade Nova.

Guia Prático ao Turista

Atenção: Muitas das atrações naturais e trilhas ficam localizadas dentro da Floresta Nacional de Carajás (área sob gestão do ICMBio e vigilância da Vale). Por motivos de segurança e conservação, a entrada em vários pontos exige autorização prévia e o acompanhamento de guias credenciados. Para organizar suas licenças, contratar condutores locais autorizados e obter mapas atualizados, o turista deve entrar em contato com os órgãos oficiais de turismo do município.

Informações Turísticas de Parauapebas:

Telefone/Atendimento (Secretaria Municipal de Turismo – SEMTUR): (94) 3346-2141

Endereço para atendimento presencial: Centro de Atendimento ao Turista (CAT), localizado no Complexo Turístico da cidade.

 

Canela: O Charme Irresistível da Serra Gaúcha

Por : Ricardo Grande-Enquanto a vizinha Gramado brilha com o glamour dos holofotes, Canela conquista os visitantes pela alma. Localizada no coração da Região das Hortênsias, a cidade combina uma natureza imponente, arquitetura europeia e uma tranquilidade que parece desacelerar o tempo. É o destino perfeito para quem busca o equilíbrio entre aventura e aconchego.

História:

A história de Canela remonta ao início do século XX, quando era apenas um acampamento de tropeiros. O nome curioso surgiu de uma árvore de Canela-preta que servia de ponto de encontro e descanso para os viajantes sob sua sombra. Com a chegada da estrada de ferro em 1924, a cidade floresceu, impulsionada pela exploração de madeira e, posteriormente, pelo turismo, consolidando-se como um dos refúgios favoritos da Serra Gaúcha.

 Como Chegar (Saindo de Porto Alegre)

Partindo da capital gaúcha, o trajeto tem cerca de 120 km. Existem duas rotas principais:

Rota Romântica (BR-116 e RS-235): A mais bonita. Passa por cidades como Nova Petrópolis. É sinuosa, mas repleta de flores e paisagens bucólicas.

Via Taquara (RS-020 e RS-115): Geralmente mais rápida e com menos curvas acentuadas, ideal para quem quer chegar logo ao destino.

 Atrações Turísticas: O Que Não Pode Faltar

Catedral de Pedra (Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes): Com estilo gótico inglês, é o cartão-postal da cidade. À noite, o show de luzes na fachada é um espetáculo à parte.

Parque do Caracol: Abriga a famosa Cascata do Caracol, com uma queda livre de 131 metros. Você pode observar do mirante ou descer os 730 degraus da escadaria.

Skyglass Canela: Para os fortes! Uma plataforma de vidro suspensa a 360 metros de altura sobre o Vale do Ferradura.

Alpen Park: Diversão garantida para famílias, com trenós de montanha, tirolesa e cinema 4D.

Mundo a Vapor: Uma viagem nostálgica pela era das máquinas a vapor, com réplicas detalhadas e uma fachada icônica de um trem acidentado.

 Quando Ir:

Canela é um destino para o ano inteiro, mas a experiência muda com as estações:

Inverno (Junho a Agosto): É a alta temporada. Ideal para curtir o frio, vinhos e lareiras. Prepare-se para temperaturas próximas de $0°C$.

Primavera (Outubro a Dezembro): A cidade fica florida e acontece o famoso Sonho de Natal, com decorações e desfiles emocionantes.

Outono: A neblina e as folhas secas dão um ar europeu cinematográfico à cidade.

 Onde Ficar :

Luxo: Grande Hotel Canela (histórico e elegante).

Charme: Pousada do Engenho (cabanas privativas e românticas).

Custo-benefício: Hotel Continental Canela.

 Onde Comer:

Fondue: Uma parada obrigatória. O restaurante Chez Manu oferece uma experiência sofisticada.

Café Colonial: O Coelho Café Colonial é uma instituição da região, com mesas fartas.

Cozinha Internacional: O Containner Bistrô une ambiente moderno e pratos elaborados.

 Informações:

Para planejar sua viagem ou tirar dúvidas de última hora, entre em contato com a Central de Informações Turísticas:

Secretaria de Turismo de Canela

  • Telefone: (54) 3282-5190

  • Endereço: Praça João Corrêa, s/nº – Centro.

Nobres, o paraíso do Mato Grosso

Se você busca um refúgio onde a natureza parece ter sido pintada à mão, Nobres, no Mato Grosso, é o destino que precisa estar no seu radar em 2026. Frequentemente comparada a Bonito (MS), a região oferece uma experiência mais rústica, autêntica e com preços mais convidativos, mantendo a mesma transparência absurda em suas águas.

 Um Pouco de História

Por: Ricardo Grande- Fundada oficialmente em 1965, a cidade de Nobres carrega no nome uma homenagem aos “nobres” que exploravam a região no período colonial. No entanto, o verdadeiro tesouro foi descoberto décadas depois: um subsolo rico em calcário que filtra as águas dos rios, tornando-as cristalinas. O turismo ganhou força no distrito de Bom Jardim (a 65 km do centro de Nobres), que hoje é a base principal para quem quer explorar as belezas naturais.

 Como Chegar (Partindo de Cuiabá)

A capital mato-grossense é a principal porta de entrada. O trajeto tem cerca de 150 km até a Vila de Bom Jardim:

De Carro: O caminho mais comum é pela MT-010 (Estrada da Guia) até Rosário Oeste, seguindo depois pela BR-364. Outra opção cênica é a MT-020, passando pela região do Lago do Manso.

De Ônibus: Existem linhas diárias saindo do Terminal Rodoviário de Cuiabá. A empresa Viação Mutum costuma operar o trecho, mas os horários são limitados (geralmente uma saída à tarde).

Dica de Ouro: Alugar um carro em Cuiabá é a melhor escolha, pois os atrativos em Nobres são distantes uns dos outros e não há transporte público entre eles.

 Atrações :

Aquário Encantado: Um dos cartões-postais. Uma piscina natural de tons azulados onde você flutua ao lado de cardumes de dourados e piraputangas.

Rio Triste: Famoso pela visibilidade incrível e pela chance real de nadar próximo a arraias e tartarugas.

Cachoeira Serra Azul: Localizada no Sesc Serra Azul, exige uma subida de 470 degraus, mas compensa com uma queda de 45 metros e uma tirolesa emocionante no retorno.

Duto do Quebó: Uma aventura de boia-cross que atravessa uma caverna repleta de estalactites e morcegos (com lanternas, claro!).

Lagoa das Araras: O lugar ideal para o final de tarde. Centenas de araras e maritacas retornam para dormir nos buritis mortos no meio da lagoa.

 Quando Ir:

Melhor Época (Maio a Setembro): Período de seca. As águas estão em seu auge de transparência e o acesso às estradas de terra é mais fácil.

Época de Chuvas (Outubro a Abril): A vegetação fica mais verde, mas as chuvas podem turvar um pouco a água dos rios e dificultar algumas trilhas.

 Onde Ficar :

A maioria dos turistas opta por se hospedar na Vila de Bom Jardim, onde o clima é de vilarejo do interior.

Hospedagem: * Pousada Bom Jardim: Uma das mais tradicionais, excelente suporte para passeios.

Pousada Rota das Águas: Confortável e bem localizada.

Pousada do Nondas: Ótimo custo-benefício.

Onde Comer:

A comida regional é a estrela. Não deixe de provar o Peixe na Telha ou a Galinha com Arroz nos restaurantes caseiros da Vila. O Restaurante do Lukinha é uma parada quase obrigatória para o almoço.

 Informações Turísticas

Para planejar sua visita ou tirar dúvidas sobre vouchers (que são obrigatórios para os passeios):

Secretaria de Turismo de Nobres: (65) 3376-4200

Centro de Atendimento ao Turista (Bom Jardim): (65) 99243-2347

Site Oficial: turismo.nobres.mt.gov.br

Nota Importante: Lembre-se que para visitar os atrativos é necessário adquirir um voucher em uma das agências locais. Não é possível pagar diretamente na entrada das fazendas.

Serra da Saudade: O Refúgio de Paz no Coração de Minas Gerais

Por: Ricardo Grande

No interior de Minas Gerais, onde o tempo parece ditar seu próprio ritmo, encontra-se um tesouro de tranquilidade. Serra da Saudade, conhecida por ser a cidade menos populosa do Brasil, é o destino ideal para quem busca desconectar da correria urbana e mergulhar em um cenário de montanhas, história ferroviária e hospitalidade mineira genuína.

História:

A história de Serra da Saudade está intrinsecamente ligada à Estrada de Ferro Paracatu. O povoado nasceu em torno da estação ferroviária, inaugurada no início do século XX, que servia como ponto de parada para os trens que transportavam mercadorias e passageiros pela região.  Embora o trem não passe mais por ali, a herança ferroviária permanece viva no traçado das ruas e na memória dos moradores. A emancipação veio em 1963, mas a cidade manteve o charme de vila, onde todos se conhecem pelo nome e o silêncio é apenas interrompido pelo canto dos pássaros.

 Como Chegar (Partindo de Belo Horizonte)

A cidade está localizada a aproximadamente 260 km da capital mineira.

Trajeto: Saia de BH pela BR-262 em direção ao Triângulo Mineiro.

Referência: Siga até o entroncamento para a cidade de Dores do Indaiá.

Finalização: De lá, pegue a MG-176. O trajeto é bem sinalizado e oferece vistas belíssimas do Cerrado mineiro.

 Atrações:

Apesar de pequena em tamanho, a cidade é gigante em contemplação:

Antiga Estação Ferroviária: O ponto de partida histórico da cidade, ótimo para fotos e para entender a origem do local.Túneis da Antiga Via Férrea: Localizados nos arredores, são acessíveis por trilhas e oferecem uma experiência de aventura em meio à natureza.Mirante da Serra: Proporciona uma visão panorâmica das ondulações das montanhas mineiras. O pôr do sol aqui é obrigatório.Praça Central: O coração social da cidade, onde a Igreja Matriz se destaca pela simplicidade e beleza.

Quando Ir:

Inverno (Junho a Agosto): As temperaturas caem e a neblina cobre as serras pela manhã, criando um clima europeu perfeito para um vinho e queijo mineiro.Abril e Maio: Meses de transição com clima agradável, ideal para trilhas.Festas Típicas: Fique atento ao calendário de festas religiosas e de cavalgadas, que costumam movimentar a pacata rotina local.

 Onde Ficar:

Por ser uma cidade muito pequena, a oferta hoteleira é limitada, o que reforça o caráter exclusivo da visita.

Pousadas Locais: Existem opções de pousadas familiares no centro que oferecem o clássico café da manhã com pão de queijo quentinho.

Ex : D. Maria José (37) 9 8844-9112

Dores do Indaiá: Muitos turistas optam por se hospedar na cidade vizinha (cerca de 40 km), que possui maior infraestrutura hoteleira.

 Onde Comer:

A gastronomia é a típica cozinha de raiz:

Restaurante da Praça: Comida feita no fogão a lenha, com destaque para o frango caipira e o feijão tropeiro.

Bares Centrais: Perfeitos para experimentar a cachaça artesanal da região acompanhada de porções de queijo minas.

 Informações Turísticas

Para planejar sua viagem ou confirmar horários de funcionamento de atrativos:

Prefeitura Municipal de Serra da Saudade: (37) 3555-1105

Dica: Como o sinal de celular pode oscilar em alguns pontos da estrada, recomenda-se baixar os mapas para uso offline.

Veredito do Autor: Serra da Saudade não é um destino de agitação, mas de cura. É para quem quer ouvir o barulho do vento e redescobrir o prazer da conversa fiada na calçada. Uma joia mineira que prova que o essencial não precisa de multidões.

São Miguel do Araguaia: O Portal do Sol e das Águas no Coração de Goiás

Por: Ricardo Grande

Se existe um lugar onde o cerrado se curva para a majestade das águas, esse lugar é São Miguel do Araguaia. Localizada no extremo noroeste de Goiás, a cidade é muito mais do que um ponto no mapa; é o santuário de quem busca a desconexão do asfalto para se reconectar com a natureza pulsante do Rio Araguaia.

Uma História Esculpida pelo Rio

Fundada na década de 1950, a história de São Miguel do Araguaia está intrinsecamente ligada à marcha para o oeste e ao desbravamento das terras férteis do vale do Araguaia. O que começou como um refúgio para pecuaristas e agricultores logo revelou sua verdadeira vocação: o turismo contemplativo e de lazer. Hoje, a cidade é a principal porta de entrada para o Rio Araguaia, servindo de base para quem deseja explorar as riquezas de Luiz Alves, o distrito que é o verdadeiro “pé na areia” da região.

Como Chegar: Partindo de Goiânia

A jornada partindo da capital goiana é uma viagem de aproximadamente 475 km. O trajeto mais comum é seguir pela GO-070 até a cidade de Goiás, e depois continuar pela GO-164, passando por cidades como Araguapaz e Faina.

Dica de Viagem: A estrada é predominantemente de pista simples, exigindo atenção redobrada com animais na pista e o fluxo de caminhões. Reserve cerca de 6 a 7 horas para uma viagem segura e tranquila.

Atrações Turísticas: Onde o Céu Encontra a Água

O grande protagonista é, sem dúvida, o distrito de Luiz Alves (a cerca de 45 km da sede do município). É lá que a magia acontece:

Praia do Fervedouro: Durante a seca, formam-se bancos de areia branca que parecem praias litorâneas no meio do Brasil.

Pesca Esportiva: Famosa mundialmente, a região atrai pescadores em busca da Pirarara, do Piraíba (o gigante do Araguaia) e do Tucunaré.

Observação de Fauna: Prepare a câmera para flagrar botos, jacarés, araras e, com sorte, a onça-pintada nas margens do rio.

Pôr do Sol no Araguaia: Considerado um dos mais bonitos do mundo, onde o céu ganha tons de fogo que se refletem no espelho d’água.

Quando Ir:

O Calendário das Águas

Temporada de Praia (Junho a Agosto): É o auge. O nível do rio baixa, as ilhas de areia surgem e a infraestrutura de acampamentos e shows ferve.

Temporada de Pesca (Abril a Outubro): Período ideal para quem quer fisgar os grandes exemplares, respeitando sempre o período do Defeso (Piracema).

Onde Ficar:

A estrutura hoteleira se divide entre o centro de São Miguel e o distrito de Luiz Alves.

Onde Ficar: Em Luiz Alves, destacam-se o Hotel Beira Rio e a Pousada do Sol, que oferecem a conveniência de estar a poucos metros do embarque nos barcos. Para quem busca algo mais rústico, os acampamentos montados nas ilhas em julho são uma experiência única.

Onde Comer:

Onde Comer: A gastronomia local é um deleite para os amantes de peixe. Não deixe de provar o Peixe na Telha ou o Tucunaré Frito. O Restaurante do Pescador, em Luiz Alves, é uma parada obrigatória para saborear a culinária regional com vista para o rio.

Serviço e Informações Turísticas

Para planejar sua viagem, consultar níveis do rio ou obter guias credenciados, entre em contato com a Secretaria de Turismo local:

Telefone de Informações: (62) 3367-1451 (Prefeitura Municipal / Secretaria de Turismo)

Dica de Ouro: Sempre verifique a disponibilidade de pousadas com antecedência, especialmente se planeja ir no mês de julho.

Nota do Autor: São Miguel do Araguaia não é apenas um destino, é um estado de espírito. É onde o tempo desacelera no ritmo da correnteza. Boa viagem!